Efeitos a longo prazo

        Esses efeitos podem surgir de altas doses num curto intervalo de tempo são os casos de animais adultos que receberam dose de radiação que não foi letal, portanto com recuperação aparente, podendo ainda vir a sentir os efeitos muitos anos mais tarde, e de pequenas doses, mas crônicas em um longo intervalo de tempo, são os casos de pessoas ocupacionalmente expostas como radiologistas e pesquisadores com radiação.

        Um dos principais efeitos é o efeito genético que consistem de mutações nas células reprodutoras que afetam gerações futuras. Esses efeitos podem surgir quando os órgãos reprodutores são expostos a radiação, e aparentemente o indivíduo que sofre a exposição, mas apenas seus descendentes.

        Quando a radiação atinge as células reprodutoras ou seus precursores , pode ocorrer uma alteração na informação genética codificada, provocando uma mutação genética. Se o espermatozóide  ou o óvulo que sofreu a mutação for, posteriormente, utilizado na concepção, a alteração será incorporada ao óvulo fertilizado, e durante a gravidez , quando o zigoto se reproduzir milhares de vezes, essa alteração será fatalmente reproduzida. Todas as células do recém nascido conterão informações genéticas modificadas, incluindo aquelas que anos mais tarde irão se transformar em espermatozóides ou óvulos. Isto significa que, quando esse indivíduo atingir a fase fértil e se reproduzir terá grande probabilidade de transferir a informação genética alterada. Algumas dessas mutações chegam a ser letais, antes do nascimento do feto. Outras podem produzir defeitos físicos ou mentais ou simplesmente a facilidade de desenvolver doenças crônicas.

       

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